A obra chama-se "Culturas Africanas e Afro-Brasileiras em Sala de Aula", Renata Felinto; Editora: Fino Traço (MG)
Segue link para maiores informações e para aquisições: http://www.finotracoeditora.com.br/app/webroot/index.php/site/show_detalhe/137
Este blog é destinado a todos os interessados e interessadas na temática da educação das relações raciais.
domingo, 10 de junho de 2012
Ciência e tecnologia - matrizes africanas
Artigo sobre Ciência e Tecnologia a partir das matrizes africanas - Fonte: A Cor da Cultura
Siga o link: http://www.acordacultura.org.br/artigo-14-12-2011
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
OS 10 MITOS SOBRE AS COTAS
1- as cotas ferem o
princípio da igualdade, tal como definido no artigo 5º da Constituição, pelo
qual “todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza”. São,
portanto, inconstitucionais.
Na visão, entre outros
juristas, dos ministros do STF, Marco Aurélio de Mello, Antonio Bandeira de
Mello e Joaquim Barbosa Gomes, o princípio constitucional da igualdade, contido
no art. 5º, refere-se a igualdade formal de todos os cidadãos perante a lei. A
igualdade de fato é tão somente um alvo a ser atingido, devendo ser promovida,
garantindo a igualdade de oportunidades como manda o art. 3º da mesma
Constituição Federal. As políticas públicas de afirmação de direitos são,
portanto, constitucionais e absolutamente necessárias.
2- as cotas subvertem o princípio
do mérito acadêmico, único requisito que deve ser contemplado para o acesso à
universidade.
Vivemos numa das sociedades
mais injustas do planeta, onde o “mérito acadêmico” é apresentado como o
resultado de avaliações objetivas e não contaminadas pela profunda desigualdade
social existente. O vestibular está longe de ser uma prova equânime que
classifica os alunos segundo sua inteligência. As oportunidades sociais ampliam
e multiplicam as oportunidades educacionais.
3- as cotas constituem uma
medida inócua, porque o verdadeiro problema é a péssima qualidade do ensino
público no país.
É um grande erro pensar que,
no campo das políticas públicas democráticas, os avanços se produzem por etapas
seqüenciais: primeiro melhora a educação básica e depois se democratiza a
universidade. Ambos os desafios são urgentes e precisam ser assumidos
enfaticamente de forma simultânea.
4- as cotas baixam o nível
acadêmico das nossas universidades.
Diversos estudos mostram
que, nas universidades onde as cotas foram implementadas, não houve perda da
qualidade do ensino. Universidades que adotaram cotas (como a Uneb, Unb, UFBA e
UERJ) demonstraram que o desempenho acadêmico entre cotistas e não cotistas é o
mesmo, não havendo diferenças consideráveis. Por outro lado, como também
evidenciam numerosas pesquisas, o estímulo e a motivação são fundamentais para
o bom desempenho acadêmico.
5- a sociedade brasileira é
contra as cotas.
Diversas pesquisas de
opinião mostram que houve um progressivo e contundente reconhecimento da
importância das cotas na sociedade brasileira. Mais da metade dos reitores e
reitoras das universidades federais, segundo ANDIFES, já é favorável às cotas.
Pesquisas realizadas pelo Programa Políticas da Cor, na ANPED e na ANPOCS, duas
das mais importantes associações científicas do Brasil, bem como em diversas
universidades públicas, mostram o apoio da comunidade acadêmica às cotas,
inclusive entre os professores dos cursos denominados “mais competitivos”
(medicina, direito, engenharia etc). Alguns meios de comunicação e alguns
jornalistas têm fustigado as políticas afirmativas e, particularmente, as
cotas. Mas isso não significa, obviamente, que a sociedade brasileira as
rejeita.
6- as cotas não podem
incluir critérios raciais ou étnicos devido ao alto grau de miscigenação da
sociedade brasileira, que impossibilita distinguir quem é negro ou branco no
país.
Somos, sem dúvida nenhuma,
uma sociedade mestiça, mas o valor dessa mestiçagem é meramente retórico no
Brasil. Na cotidianidade, as pessoas são discriminadas pela sua cor, sua etnia,
sua origem, seu sotaque, seu sexo e sua opção sexual. Quando se trata de fazer
uma política pública de afirmação de direitos, nossa cor magicamente se
desmancha. Mas, quando pretendemos obter um emprego, uma vaga na universidade
ou, simplesmente, não ser constrangidos por arbitrariedades de todo tipo, nossa
cor torna-se um fator crucial para a vantagem de alguns e desvantagens de
outros. A população negra é discriminada porque grande parte dela é pobre, mas
também pela cor da sua pele. No Brasil, quase a metade da população é negra. E
grande parte dela é pobre, discriminada e excluída. Isto não é uma mera
coincidência.
7- as cotas vão favorecer
aos negros e discriminar ainda mais aos brancos pobres.
Esta é, quiçá, uma das mais
perversas falácias contra as cotas. O projeto atualmente tramitando na Câmara
dos Deputados, PL 73/99, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça,
favorece os alunos e alunas oriundos das escolas públicas, colocando como
requisito uma representatividade racial e étnica equivalente à existente na
região onde está situada cada universidade. Trata-se de uma criativa proposta
onde se combinam os critérios sociais, raciais e étnicos. É curioso que setores
que nunca defenderam o interesse dos setores populares ataquem as cotas porque
agora, segundo dizem, os pobres perderão oportunidades que nunca lhes foram
oferecidas. O projeto de Lei 73/99 é um avanço fundamental na construção da
justiça social no país e na luta contra a discriminação social, racial e
étnica.
8- as cotas vão fazer da
nossa, uma sociedade racista.
O Brasil esta longe de ser
uma democracia racial. No mercado de trabalho, na política, na educação, em
todos os âmbitos, os/as negros/as têm menos oportunidades e possibilidades que
a população branca. O racismo no Brasil está imbricado nas instituições
públicas e privadas. E age de forma silenciosa. As cotas não criam o racismo.
Ele já existe. As cotas ajudam a colocar em debate sua perversa presença,
funcionando como uma efetiva medida anti-racista.
9- as cotas são inúteis
porque o problema não é o acesso, senão a permanência.
Cotas e estratégias efetivas
de permanência fazem parte de uma mesma política pública. Não se trata de fazer
uma ou outra, senão ambas. As cotas não solucionam todos os problemas da
universidade, são apenas uma ferramenta eficaz na democratização das
oportunidades de acesso ao ensino superior para um amplo setor da sociedade
excluído historicamente do mesmo. É evidente que as cotas, sem uma política de
permanência, correm sérios riscos de não atingir sua meta democrática.
10- as cotas são
prejudiciais para os próprios negros, já que os estigmatizam como sendo
incompetentes e não merecedores do lugar que ocupam nas universidades.
Argumentações deste tipo não
são freqüentes entre a população negra e, menos ainda, entre os alunos e alunas
cotistas. As cotas são consideradas por eles, como uma vitória democrática, não
como uma derrota na sua auto-estima, ser cotista é hoje um orgulho para estes
alunos e alunas. Porque, nessa condição, há um passado de lutas, de sofrimento,
de derrotas e, também, de conquistas. Há um compromisso assumido. Há um direito
realizado. Hoje, como no passado, os grupos excluídos e discriminados se sentem
mais e não menos reconhecidos socialmente quando seus direitos são afirmados,
quando a lei cria condições efetivas para lutar contra as diversas formas de
segregação. A multiplicação, nas nossas universidades, de alunos e alunas
pobres, de jovens negros e negras, de filhos e filhas das mais diversas
comunidades indígenas é um orgulho para todos eles.
Fonte: Laboratório de
Políticas Públicas/ UFMG
http://www.ufmg.br/inclusaosocial/?p=53
Marcadores:
Cotas raciais; ações afirmativas; educação
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Veja a lista de obras de literatura afro-brasileira para crianças indicadas pela professora e pesquisadora Lucilene Costa e Silva:
A serpente de Olumo – Ieda de Oliveira – Ed Cortez Editora
ABC do continente africano –Rogério A. Barbosa – Ed. SM
Anansi, o velho sábio – Um conto Axanti recontado por Kaleki – Ed Companhia das Letrinhas
Ao sul da África – Laurence Questin – Catherine Reisser – Companhia das Letrinhas
Betina – Nilma Lino Gomes – Mazza Edições
Brinque- Book conta fabulas – Bob Hortman e Susie Poule
O Cabelo de Lelê – Valéria Belém – Ibep Nacional
Chuva de Manga – James Rumford – Ed brinque Book
O dia em que Ananse espalhou a sabedoria pelo mundo – Eraldo Miranda – Editora Elementar
Doce princesa Negra- Solange Cianni- Ed-L.G.E
Era uma vez na África – Jean Angelles – Ed. LGE
Euzebia Zanza – Camila Fillinger – Ed Girafinha
O funil Encantado - Jonas Ribeiro - Ed Dimensão
Gente que mora dentro da gente-Jonas Ribeiro-Ed Dimensão
Histórias da Preta – Heloisa Pires Lima –Ed. Companhia das Letrinhas
Ifá, o advinho; Xango, o Trovão; Oxumarê, o Arco-iris – Raginaldo Prandi – Ed. Companhia das Letrinhas
Krokô e Galinhola – Um conto africano por Mate – Ed brinque Book
O livro da paz-Todd Parr- Ed Panda-Book
Lendas Africanas. E a força dos tambores cruzou o mar - Denise Carreira - Ed. salesiana
O mapa – Marilda Castanha – Ed. Dimensão
Meia dura de sangue seco – Lourenço Cazarré – Ed. LGE
Na minha escola todo mundo é igual - Rossana Ramos e Priscila Sanson - Ed Cortez
Nina África – Lenice Gomes, Arlene Holanda e Clayson Gomes – Ed. elementar
A noite e o Maracatu – Fabiano dos Santos – Ed Edições Demócrito Rocha
Orelhas de Mariposa - Luiza Aguilar e Andre Neves-Ed Callis
O presente de Ossanha – Joel Rufino dos Santos- Ed. Global
Por que somos de cores diferentes? – Carmem Gil- Ed girafinha
Que mundo maravilhoso – Julius Lester e Joe Cepeda – Ed Brinque Book
Sergio Capparelli – Ed. Global
Tem gente com fome – Solano Trindade Ed. Nova Alaxandria
Os tesouros de Monifa – Sonia Rosa – Ed Brinque-Book
Todas as crianças da terra – Sidónio Muralha –Ed Global
Uma menina e as diferenças – Maria de Lourdes Stamato de Camilis-Ed Biruta
Viver diferente – Lilian Gorgozinho – Ed L.G. E Editora
ABC do continente africano –Rogério A. Barbosa – Ed. SM
Anansi, o velho sábio – Um conto Axanti recontado por Kaleki – Ed Companhia das Letrinhas
Ao sul da África – Laurence Questin – Catherine Reisser – Companhia das Letrinhas
Betina – Nilma Lino Gomes – Mazza Edições
Brinque- Book conta fabulas – Bob Hortman e Susie Poule
O Cabelo de Lelê – Valéria Belém – Ibep Nacional
Chuva de Manga – James Rumford – Ed brinque Book
O dia em que Ananse espalhou a sabedoria pelo mundo – Eraldo Miranda – Editora Elementar
Doce princesa Negra- Solange Cianni- Ed-L.G.E
Era uma vez na África – Jean Angelles – Ed. LGE
Euzebia Zanza – Camila Fillinger – Ed Girafinha
O funil Encantado - Jonas Ribeiro - Ed Dimensão
Gente que mora dentro da gente-Jonas Ribeiro-Ed Dimensão
Histórias da Preta – Heloisa Pires Lima –Ed. Companhia das Letrinhas
Ifá, o advinho; Xango, o Trovão; Oxumarê, o Arco-iris – Raginaldo Prandi – Ed. Companhia das Letrinhas
Krokô e Galinhola – Um conto africano por Mate – Ed brinque Book
O livro da paz-Todd Parr- Ed Panda-Book
Lendas Africanas. E a força dos tambores cruzou o mar - Denise Carreira - Ed. salesiana
O mapa – Marilda Castanha – Ed. Dimensão
Meia dura de sangue seco – Lourenço Cazarré – Ed. LGE
Na minha escola todo mundo é igual - Rossana Ramos e Priscila Sanson - Ed Cortez
Nina África – Lenice Gomes, Arlene Holanda e Clayson Gomes – Ed. elementar
A noite e o Maracatu – Fabiano dos Santos – Ed Edições Demócrito Rocha
Orelhas de Mariposa - Luiza Aguilar e Andre Neves-Ed Callis
O presente de Ossanha – Joel Rufino dos Santos- Ed. Global
Por que somos de cores diferentes? – Carmem Gil- Ed girafinha
Que mundo maravilhoso – Julius Lester e Joe Cepeda – Ed Brinque Book
Sergio Capparelli – Ed. Global
Tem gente com fome – Solano Trindade Ed. Nova Alaxandria
Os tesouros de Monifa – Sonia Rosa – Ed Brinque-Book
Todas as crianças da terra – Sidónio Muralha –Ed Global
Uma menina e as diferenças – Maria de Lourdes Stamato de Camilis-Ed Biruta
Viver diferente – Lilian Gorgozinho – Ed L.G. E Editora
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Biografia - Zumbi
Zumbi foi o símbolo da resistência negra contra a escravidão e o último chefe do Quilombo dos Palmares, localizado na parte superior do rio São Francisco, na Serra da Barriga, antiga capitania de Pernambuco (atualmente Alagoas).
Não se conhece a data exata de seu nascimento. Com poucos dias de vida Zumbi foi capturado na região de Palmares pela expedição de Brás da Rocha Cardoso e dado de presente ao padre Antônio Melo, em Porto Calvo. Batizado com o nome de Francisco, cresceu aprendendo latim e português. Aos 15 anos fugiu para Palmares e adotou o nome Zumbi, que significava guerreiro.
Logo passou a comandar militarmente o quilombo, governado por Ganga Zumba. Em 1678, provocou uma guerra civil no quilombo. Assumiu o lugar do líder e chefiou a resistência contra os portugueses, que durou 14 anos.
No final do século 16, as terras pernambucanas eram as mais prósperas das novas colônias portuguesas. Havia 66 grandes engenhos na região e, no litoral, uma estrutura que permitia o escoamento dos produtos. A cidade do Recife ficava a cada dia mais organizada. Foi nessa época que Palmares surgiu, quando os primeiros negros ali se refugiaram. Desde então, o mito em torno do quilombo havia crescido. Tinha leis próprias, algumas bastante rígidas.
Em 1630, as autoridades pernambucanas calculavam que o quilombo de Palmares contava com uma população superior a 3 mil pessoas que viviam da agricultura. Em uma crônica de 1678 já se contava que os palmarinos eram em número de 20 mil, ou talvez mais. Não era uma cidade, na metade do século 17, mas reunia onze povoados.
Macaco, na Serra da Barriga, era a capital. Possuía 1.500 casas, e uma população de cerca de 8 mil pessoas. Amaro tinha 5 mil habitantes e uma estrutura bem organizada. Outros povoados eram Subupira, Zumbi, Tabocas, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche...
A Coroa já tinha dado a ordem de acabar com o quilombo. Para destruí-lo, o poder colonial organizou 16 expedições oficiais. Quinze fracassaram devido à região montanhosa e às estratégias militares dos negros, embora fossem carente de armas. A expedição vitoriosa ficou a cargo de Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista treinado na caça aos índios. Comandou um exército de 2 mil homens, armados de arcos, flechas e espingardas.
Em 1694, chegou a Macaco, descarregando contra a comunidade todo o seu poder de fogo. A cidade resistiu durante 22 dias. Zumbi, depois de lutar bravamente, fugiu e se escondeu. Foi capturado e morto em 20 de novembro de 1695, depois de ter sido traído por companheiros. Seu corpo foi mutilado e a cabeça enviada para o Recife, onde ficou exposta em praça pública.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/zumbi.jhtm
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Biografia; Zumbi; História Afro-brasileira
segunda-feira, 12 de março de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Entrevista - Profª Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
Link para o site da Revista Áfricas: http://revistaafricas.com.br/archives/48921
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